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#PrimeiraColuna: Há 11 anos eu chegava em Rio Preto e preciso dizer: “Obrigado, J. Hawilla”

Publicado dia 19 de março de 2018 às 12:00. Última atualização: 19 de março de 2018 às 12:10. 1 comentário.


Minha primeira coluna no Jornal BOM DIA Rio Preto: 19 de março de 2007. (Fotos: Arquivo Pessoal)

O aniversário de Rio Preto será sempre uma data muito especial para mim. Nesse mesmo dia 19 de março, em 2007, eu estreava no Jornal BOM DIA Rio Preto com a #ColunaDoBeck.

Sim, há exatamente 11 anos eu deixava Santa Adélia de mala e cuia para viver nesta cidade incrível – , a qual eu chamaria, mais tarde, de Capital dos Alpes Canavieiros.

E que explosão que foi a primeira coluna nas páginas do então disputadíssimo #BOMDIARioPreto. Lembro-me da vinda, dias antes, para a entrevista com o jornalista Matinas Suzuki Jr., o homem escolhido por J. Hawilla para comandar sua nova rede de jornais. Logo eu, que devorava os textos de Matinas na Folha de S. Paulo.

Antes, preciso dizer que estava curtindo o verão em Mongaguá quando meu Motorola V9 tocou. Era Edmilson Zanetti, o editor-chefe do BOM DIA RP, pessoa que eu já conhecia desde 2006, quando fui estagiário do BOM DIA Catanduva.

– “Filho” (era assim que ele me chamava), “Onde você está?”

– “Oi tio, tô na praia, por quê?”

– “Então vem já pra Rio Preto”…

Aqui já estamos em 2010, durante um churrasco de confraternização com os colegas de redação da época: muitos se tornaram grandes amigos e referências.

O resto da história vocês já sabem. E que história… Eu estava no segundo ano de Jornalismo e não se admitia profissional sem diploma na época, sobretudo no BOM DIA RP, uma vitrine onde todos os jornalistas queriam estar. Daí pro sindicato local causar problemas foi um pulo, quédizê, uma coluna.

Problemas, aliás, que só estavam começando, uma vez que meu estilo de texto incomodou muita gente. Nem eu tinha ideia do estardalhaço que estava promovendo. Mais tarde, depois de alguns anos, viria a saber que muitas dessas pessoas contrárias à minha maneira de escrever pediam constamente ‘minha cabeça’ para J. Hawilla.

J. Hawilla, bem à vontade, durante confraternização de final do ano do BOM DIA RP, em 2011.

Dono da Rede Bom Dia e da TV TEM, J. Hawilla, por sua vez, permaneceu firme e resistente, dando-me todas as condições para desenvolver meu trabalho de forma livre e criativa. Não foi apenas o ‘homem que me descobriu’, mas um ‘paizão’ que investiu em mim muito mais do que poderia imaginar.

Além de toda a infra jornalística e humana, Hawilla também me convidaria para almoçar em sua casa, seis meses depois da estreia, ocasião em que me apresentou aos seus amigos pessoais -alguns deles, inclusive, já haviam levado ‘flechadas’ em minha coluna.

Como se diz lá em Santa Adélia, “ai, que vergonha do varti” que eu fiquei. Logo eu, ‘menino do sítio’, numa roda daquelas, bixo! “Gosto muito do seu trabalho, garoto”, disse-me Hawilla, perguntando em seguida se aceitava uma taça de vinho. “Prefiro cerveja”, respondi honestamente, porque até hoje não me dou bem com a bebida de Baco. A cabeça gira fácil demais com apenas uma taça…

Outros almoços e festas vieram nos quais tive o prazer de conversar, sempre timidamente, com J. Hawilla. E em todas as ocasiões em que nos encontramos ele sempre veio me cumprimentar. Um gentleman, um querido, a quem serei eternamente grato por tudo.

Com a venda da Rede BOM DIA em 2013, a #ColunaDoBeck passaria a ser publicada no jornal Diário da Região e de lá, em 2015, se transformaria no Blog do Beck. Tudo isso só para dizer que hoje, 19 de março de 2018, acordei cheio de saudades. E com uma vontade imensa de dizer: “Muito obrigado, Hawilla!”

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1 Comentário

  1. paulo girardi

    Bom isso. E, o J. Hawila è um ser humano digno, inteligente.

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