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Roberto Cacciari fala ao público na Associação Espírita Allan Kardec, na noite de quarta (12): histórias e exemplos em momento oportuno. (Fotos: Beck)

Tem posts que só consigo emular com a autêntica emoção vivenciada quando os escrevo em primeira pessoa. Caso deste, que você pode ou não ler até o final.

Na noite de ontem (quarta, 12), a Associação Espírita Allan Kardec recebeu o médium Roberto Cacciari para uma palestra do tipo memorável, dessas que ficam latejando positivamente na cabeça, como uma enxaqueca, só que indolor.

Em linhas gerais, Cacciari abordou inúmeros temas relacionados, naturalmente, à Doutrina Espírita. Relembrou pormenores de sua iniciação nos trabalhos kardecistas, ainda aos oito anos de idade. Também contou sobre a convivência com uma tia saudosa, cuja faculdade mediúnica era tão poderosa que conseguia mover objetos (o que muito o assustava no auge de seus seis anos).

E finalizou com o exemplo do Apóstolo Paulo, que pediu ao discípulo Lucas, às vésperas de seu ‘abate’ pelos romanos, para ser lembrado por suas ações, e não pelos ‘aplausos’ e seguidores que ganhou depois de sua conversão ao Cristianismo. 

"Aos oito anos minha mãe me levou para o Centro. Desde então, nunca mais saí", contou Cacciari à plaetia do "Allan Kardec".

“Aos oito anos minha mãe me levou para o Centro. Desde então, nunca mais saí”, contou Cacciari à plateia do “Allan Kardec”.

Ou seja, uma palestra simples e eficaz, como muitos outros palestrantes já muito bem realizaram no ‘Kardec’, não fosse Roberto Cacciari um homem também envolvido com política.

Filiado recentemente ao PRB (Partido Republicano Brasileiro), Roberto foi vice-prefeito de Catanduva entre 2009 e 2012 pelo PMDB. Traz no DNA e no espírito a necessidade de participar ativamente da vida pública (não, caro leitor, este não é um post jabá). A contextualização política, nesse caso, tem a ver com a urgência em citar e lembrar nomes que efetivamente conseguem linkar caráter e espiritualidade com liderança.

Até porque, vamos combinar, já apostamos demais em homens e mulheres que diuturnamente se ‘vendem’ como honestos e ‘tementes a Deus’. Ops, calma, adendo importante: também não estou vendendo o senhor Cacciari como opção única dessa modalidade. Pra ser mais claro: ninguém aqui tá querendo dizer que só quem é Espírita, ou Evangélico, ou Católico, ou Judeu, ou Hindu, ou Muçulmano fervoroso possa desempenhar com altivez o papel de homem público honesto.

Não é nada disso. Estou apenas citando um exemplo que conheço há anos, mas que voltou à tona, de forma involuntária, justamente num momento em que tanto precisamos de homens e mulheres ‘de verdade’, com ou sem histórias ligadas a doutrinas religiosas ‘reais’, mas com elos fortes e pés no chão. Seja o chão minado, movediço ou muito bem pavimentado na fé.

Pra finalizar o post em primeira pessoa, Cacciari me confirmou que será candidato a prefeito da “Cidade Feitiço” nas eleições de 2016. Antes, ele segue sua ‘turnê’ como palestrante espírita, que começou na segunda (10), passando por vários Centros de Rio Preto. Na próxima quarta (26), Cacciari se apresenta no Centro Francisco Cândido Xavier, no Solo Sagrado, cujo leme está nas mãos do excepcional Antônio Carlos Navarro.

É dura a vida do trapezista na penitenciária chamada Planeta Terra…