Plateia grita "Fora Temer" durante abertura do Rock in Rio 2017. Mas ele permanece... (Fotos: Reprodução/Facebook)

Plateia grita “Fora Temer” durante abertura do Rock in Rio 2017. Mas ele permanece… (Fotos: Reprodução/Facebook)

Em meio a charufes e flops como o cancelamento do show de Lady Gaga, o primeiro fim de semana do Rock in Rio foi mesmo de manifestações e protestos. E subcelebridades querendo ‘aparecer’ de qualquer jeito, claro. Afinal, sem elas nada tem graça, desgraça ou pirraça. Gira e aceita.

Nessa toada loka, loka, loka, o ritmo mais ouvido foi “Fora, Temer”, que deveria virar funk na voz de Anitta com feat. da Pabblo Vittar. Apenas uma dica.

A propósito da ‘dona de 2017’, Anitta ficou de fora do line up deste #RiR, o que segue gerando muito babado, barulho e confusão nos bastidores, onde se fala que a cantora ainda não teria ‘estatura musical’ para o festival. Vão vendo a burrice dos organizadores…

Em resposta aos burburinhos, a cantora revelou à imprensa que produzirá seu próprio festival de música (tá, meu bem?). De acordo com ela, será um evento “democrático” e “sem preconceito com ritmos”, com funk, samba, rock e pop, entre outros, ocupando o mesmo palco. Ou seja, a boataria de que a moça teria ficado bem ‘braba’ é verdade. Gira e aceita.

Beijo, Medina!

Aceita, brazeeel!

Também fala-se – e muito – que esta edição do #RiR é a mais gay de todas. E quem ‘gritou’ primeiro esta verdade foi o cantor brasileiro Johnny Hooker, artista, aliás, que muita gente achava que fosse gringo (pode falar você nem sabia de quem se tratava…).

Hooker e Liniker, outro artista brasileiro que vem ganhando projeção nacional graças ao público LGBT, protagonizaram, inclusive, um dos momentos mais compartilhados do primeiro fim de semana do festival. Os dois se beijaram durante performance apoteótica no Palco Sunset na tarde de domingo (17), em meio a uma Cidade do Rock lotada.

Significa? Gritos, delírios e o primeiro beijaço gay do Rock in Rio. Gira e aceita.

Liniker e Hooker se beijam durante show: protesto contra a homofobia.

Liniker e Hooker se beijam durante show: protesto contra a homofobia.

Meu vestido, ninguém sai…

Mais cedo, antes de todos esses babados virem à tona, tivemos Gisele abrindo o evento com discurso oportuno em defesa da Amazônia (depois a übermodel se refugiou em um camarote, onde permaneceu bem fofa, distribuindo sorrisos e beleza).

Falando em camarote, os espaços VIPs deste #RiR estão do jeito que a gente goxxxta: recheados de subcelebridas, ex-BBBs e outros híbridos desconhecidos do grande público. E todos, claro, fazendo de tudo pra virar manchete nos sites e blogs (como este que você está lendo), especializados em manter acesa a chama dessa gente inzoneira e destemida.

Daí que em meio a essa disputa frenética, um dos primeiros a conseguir chamar a atenção dos jornalistas foi o marido de Luana Piovani, o surfista Pedro Scooby, que apareceu de vestido em um dos camarotes (pausa para um shot de Catuaba).

Pedro Scooby, a mulher Luana e o vestido: coisa de macho, respeita o moço, bigode grosso...

Pedro Scooby, a mulher Luana e o vestido: coisa de macho, respeita o moço, bigode grosso…

Preguiçaaaaaa….

Também tivemos Bruna Marquezine super so boring em um outro camarote de patrocinador e muita ‘gente famosa’ barrada nas catracas VIPs, tudo isso pra você entender, de uma vez por todas, que não é só com a gente que rolam esses baphos.

De volta ao palco (Mundo), tivemos surra de magya com Adam Levine (em dose dupla, obrigado Lady Gaga) e Shawn Mendes enchendo de frescor e tattoos a quente e empoeirada Cidade do Rock.

Pena que os little monsters não gostam, né?

Pena que os little monsters não gostam, né?

Corpo sensual

O que mais? Ah, sim, a Pabblo Vittar! A drag mais famosa deste trimestre também cintilou no festival, com direito a convite para as melhores festas do after #RiR, como a que reuniu Fergie e o rei do Youtube, Whindersson Nunes.

Whindersson, Pabllo, Luiza Sonza e Fergie: after babadeiro com 'Glacial'.

Whindersson, Pabllo, Luiza Sonza e Fergie: after babadeiro com ‘Glacial’.

O Brasil é um queijo podre

Mas o babado mesmo, o que gerou mais confusão, comentários e indignação nas redes sociais neste primeiro finde do evento foi a apreensão de alimentos que a Vigilância Sanitária do Rio promoveu no estande da chef Roberta Sudbrack, um dos nomes mais estrelados da gastronomia brasileira.

Resumindo: no primeiro dia de festival, a Vigilância Sanitária apreendeu mais de 80 kg de queijo e 80 kg de linguiça que, segundo o órgão, não tinham um selo exigido pelos agentes para a liberação dos produtos. A chef ficou arrasada, postou tudo nas redes e afirmou que acionará a Justiça para resguardar seu estoque.

“A Vigilância Sanitária invadiu meu estande no Rock in Rio com quase 15 pessoas e decretou que os queijos brasileiros, bem como a charcutaria brasileira da melhor qualidade, meus fornecedores há pelo menos 20 anos, não são bons o bastante para comercialização”, escreveu Roberta em seu Instagram. 

De qualquer forma, mesmo sem queijo e linguiça, o show continuou. Gira e aceita. Agora vai, porque no próximo finde tem mais #RiR. 

Achou que fosse droga, né? Mas são só os queijos sem selo da Roberta Sudbrack. Eita, Brasil... (Foto: Reprodução/Instagram)

Achou que fosse droga, né? Mas são só os queijos e as linguiças sem selo da Roberta Sudbrack. Eita, Brasil… (Foto: Reprodução/Instagram)