Calma, refrigere sua alma. É bem provável que neste 25 de dezembro, ou seja, daqui a uma semana, você esteja com a casa e a paciência atoladas de gente.

É… não tá fácil pra ninguém, todos sabem. Mas como a data pede um pouco (mais) de amor e tolerância, o blog elencou alguns tipos especiais que exigem doses extras de resignação e “respira fundo e vai, miga!”.

Sim, é muito importante que você saiba como administrar a convivência com esses tipos de pessoas no dia de Natal– aí incluídos parentes e vizinhos que ‘aparecem’ em nossas vidas nesta data tão, digamos, calorosa. Na dúvida, peça ajuda a um psiquiatra. Ou mantenha sempre em mãos aquela cartela abençoada de Rivotril. Aceita, brazeeel!

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1 – AS CRIANÇAS – Sua árvore de Natal foi depenada pelos filhos de seus irmãos, logo, seus adoráveis sobrinhos? Relax. O momento pede cautela com as crianças que nunca dormem. Essa categoria formata, em primeiro grau, o núcleo de convidados de alta periculosidade. O que isso significa? Que são elas, as doces criaturinhas, quem mais destroem mesas de jantares, árvores de Natal, batem no Papai-Noel, humilham os amigos-secretos, desmontam abajures, vomitam no tapete persa novinho (presente da amiga rica que chegou da Jordânia) e pedem, ingenuamente, “por que tenho que ir pra cama?”. Aproveite a hora do panetone para dopá-las com soníferos a base de maracujá e erva-doce. Se algo der errado, coloque a culpa na cunhada, sempre tão displicente com “os coitadinhos’.

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2 – O TIO QUE TOMA TODAS

Um outro tipo de pessoa costuma causar bastante estrago em dias de Natal. Trata-se daquele tipo de tio que só vem pra sua casa no final do ano. Mais pentelho que as crianças, esses tios chatinhos têm uma enorme tendência para o teste do bafômetro: eles enchem a cara, arrotam na mesa, reclamam do tempero do chester, não levam presentes, palitam os dentes na frente de todos os convidados, pedem “vê mais uma taça de champanhe aí” em alto e mal tom, desmaiam na melhor cama para hóspedes e, supremo desespero, sempre são os primeiros a acordarem no dia seguinte. Desnecessário descrever as cenas dos próximos vexames…

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3 – A PRIMA MAL AMADA COMIDA

Pior que o tio-mala-de-papelão-sem-alça é a prima invejosa, feia e hipocondríaca. Prima numas, né? Porque com esse biótipo ela já ficou pra tia há muitos Natais atrás. E por essa razão (sempre desacompanhada) vive reclamando de tudo. É assexuada de nascença (diz que é opção, mas na verdade é falta mesmo…); critica as grávidas da família, espeta a faca nas crianças (nunca nas chatas, mas sempre nas mais mimosas); come feito uma jubarte e, como o tio-mala, fala mal do tempero, dizendo que poderia fazer bem melhor. Recalcada até a cutícula, sua única diversão é decorar bula de remédio. Quando a ver chegando, fuja e decrete o cancelamento extraordinário da ceia por motivos extra-natalinos (tem gente que até inventa velório para evitar o alto índice de estresse provocado por essa raça).

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4 – O CUNHADO (MUITO) ESPAÇOSO

Taí um tipo desesperador e bastante familiar que sempre passa o Natal na sua casa. Folgado com MBA em piadas-sem-graça, o cunhado nunca chega para a Ceia: ele já está na sua casa, desde a véspera, de calção de nylon, chinelo Ryder de couro (líder na produção de chulé e gosma), sem camisa, sempre com uma latinha de cerveja numa mão e o controle remoto da TV na outra. Para piorar, paquera a sobrinha gostosa que “nem parece que ela só tem 15 aninhos…” Pra variar, cunhados dessa modalidade sempre são casados com irmãs meio-patetas, que acham “linduuuu” esse jeito meio “escroto” de ser. Resumindo: sobrinhas gostosas existem para vingar irmãs-patetas no Dia de Natal.

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5 – A VIZINHA SOLITÁRIA

Vira e mexe, todo mundo tem uma. Berenice Du Lar tem várias. Mas finge que não as conhece. É um tipo de visita natalina que evoluiu com o alto índice de celibatários na década de 1990. Normalmente ela não é convidada para as comemorações. Mas sempre aparece com um pirex na mão, a bordo de um pudim de leite condensado. Diz, com orgulho, que a sobremesa é por conta dela. Faminta como poucos, come de tudo. E pede para embrulhar o resto para levar pro cachorro. É a primeira a chegar e a última a sair.

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6 – O PRIMO CAFAJESTE

Malandrão, sempre vestido com grife, cabelos ao vento, vem que vem quicando nessa época de Natal. Por um triz não faz dupla sertaneja com o cunhado espaçoso, de quem mantém distância para não absorver os maus hábitos e hálitos. Exímio na milenar arte do “fura-zóio”, costuma ‘cantar’ todas as mulheres da família, sobretudo as mais tenras. Quando não causa desconforto com sua presença, causa hematomas generalizados no próprio rosto. É sempre convidado a se retirar antes da sobremesa.

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7 – O NAMORADO DA FILHA ADOLESCENTE

Por uma questão de elegância, esse tipo tende a passar o Natal sempre com a família da namorada. Não costuma causar grandes danos. Pelo contrário, esse tipo chega a esbarrar na excessiva atenção que dispensa a todos. É nesse momento que você deve se aproveitar de presença tão incomum. Peça para ele pilotar a churrasqueira. Antes, como quem não quer nada, diga que você precisa de ajuda para ‘carregar’ o freezer com as cervejas. E vá se esticando no sofá. Antes mesmo de você bocejar, ele estará lhe servindo a primeira fatia de picanha. Um tipo ideal para ficar na sua casa até o Réveillon. Só até lá, que fique bem entendido.