Paulo Vilhena e Cléo Pires encarnam dois paratletas na polêmcia campanha de Vogue: reação negativa nas redes sociais. (Fotos: Divulgação)

Paulo Vilhena e Cléo Pires encarnam dois paratletas na polêmica campanha de Vogue: reação negativa nas redes sociais. (Fotos: Divulgação)

A revista Vogue e a agência África certamente não contavam com a astúcia irritação dos internautas ao divulgarem, nesta quarta (24), a campanha Somos Todos Paralímpicos“.

Desde às 7h, quando o post da campanha foi publicado pelo site da Vogue – e repostado à exaustão por dezenas de blogs e outros veículos -, o implacável tribunal das redes sociais fervilha.

E fervilha na contramão da campanha, esparramando comentários e textões completamente desfavoráveis à iniciativa que, segundo a Vogue, só pretendia dar “maior visibilidade aos paratletas e mostrar sua relevância para o esporte nacional”.

Para se chegar a esse objetivo, entretanto, revista e agência convidaram Cleo Pires e Paulo Vilhena para serem os embaixadores do Comitê Paralímpico Brasileiro e estrelarem a campanha. Até aqui, tudo bem…

Não fosse um porém: no anúncio, os atores apareceram “na pele” de dois paratletas – Cléo na pele de Bruna Alexandre, jogadora de tênis de mesa, e Paulo com o corpo de Renato Leite, da categoria vôlei sentado (foto abaixo).

Os atores com

Os atores com Bruna e Renato: internet quer saber por que não foram os paratletas os modelos escolhidos para a campanha (?).

E foi justamente essa tentativa – a de personificar pessoas sem qualquer tipo de deficiência em atletas paralímpicos – o alvo das flechas certeiras disparadas pelos internautas. Tem até quem esteja comparando o anúncio ao polêmico blackface – quando brancos se pintam de preto para interpretarem negros de forma equivocada.

Mais cedo, talvez já prevendo todo o auê, a própria Vogue deixava claro em seu post que “o anúncio foi concebido pelos próprios atores com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro”. Segue o seco. É dura a vida do trapezista na timeline…

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