Marina Silva, nossa eterna ‘tia Neide do Jalapão, lidera a caravana dos ‘mortos vivos’ em ano eleitoral. Pode reparar… (Fotos: Reprodução).

Olar, brazeeel! Seguimos em ritmo de notícias carnavalescas, porque o desfile é de samba, polêmica e falta de vergonha na cara.

Não necessariamente nesta ordem, mas já priorizando o quesito polêmica, a deste domingo tem a ver com a volta dos ‘mortos-vivos’ em ano eleitoral.

Se você ainda não atinou para o assunto, calma que o blog ajuda: já percebeu o tanto de político que reaparece em época de disputa presidenciável? Exatamente isso: é um desenterrar contínuo e dramático de ‘ossos’.

E quem lidera essa corrida do ressurgimento é ela, Marina Silva, nossa eterna ‘tia Neide’ do Jalapão, aquela que sempre reaparece com carinha de santa e com um bordado de Ibitinga para presentear a família no Dia de Finados. Pode reparar.

E o que dizer de Eymael, o democrata cristão?

Marininha estava bem sumida da silva, mas foi só tocar o sino do ano eleitoral para ela reaparecer. Ô raça! Eymael, o democrata cristão, é outro que não tem preguiça de passar vergonha nem no débito nem no crédito.

Como Marina, nossa ‘tia Neide’ do Jalapão, Eymael também faz o tipo familiar. Lembra muito aquele avô fanfarrão que peida na hora da novela e bota a culpa no cachorro. No final, fica sempre em último lugar na hora de dividir a pizza.

Também temos, nesse roteiro manjado da novela presidenciável, ‘mortos vivos’ mais famosos, como o vampiro Ciro Gomes (no papel do cunhado que se esparrama pelo sofá e desaparece com o controle remoto); Cristovam Buarque (como o vizinho que chega sempre quando a comida está na mesa); e, para nosso desespero maior, o zumbi Fernando Collor (encarnando o diabo na terra do sol).

Se você também tem medo de defunto, aproveite o domingo para fazer uma reza bem forte. Vai que aparece mais uns quatro…

Texto publicado originalmente na coluna Conexão Capivara deste domingo (4), no jornal DHOJE Interior.

Mas nenhum é pior do que Collor, vamos combinar?