Capa da revista “Veja” desta semana: discussão embasada apenas na chamada da reportagem vira guerra nas redes sociais. Ai, que preguiça… (Foto: Reprodução)

Olar, brazeeel! O assunto do fim de semana, nas redes sociais, foi a matéria de capa da revista “Veja”, que chegou às bancas ainda na quinta (12), Dia das Crianças.

Com a chamada “Meu filho é trans”, a publicação pretende ampliar o diálogo em torno dos transgêneros, mostrando que eles fazem parte do cotidiano brasileiro, “e já não se pode fingir que não existem, apenas por não combinarem com o padrão”, pontua a jornalista Giulia Vidale, que assina a reportagem.

O estudo proposto pela matéria, como era previsto, causou um ‘sururu’ danado na internet. Políticos, pessoas sem condições de interpretação de texto e membros da tradicional família brasileira já registraram suas opiniões sobre o assunto com base apenas no título da capa.

E o blog meteu o bedelho nessa ferida sangrenta apenas para dizer que tá ficando cada vez mais difícil frequentar as redes sociais. Pouca gente ainda se importa em ler uma matéria/reportagem e só depois postar sua opinião.

Sem falar no imenso volume de compartilhamentos de notícias falsas (as ‘fake news’) que essas mesmas pessoas pulverizam diariamente, fertilizando a ideia de que o bom senso é um acessório em falta no mercadinho das ideologias.

Não, caro leitor, prezada leitora, ninguém aqui tá querendo defender, criticar ou abominar a ideologia de gênero, tampouco a revista supracitada. Precisamos de mais engajamento e pesquisa para defender este ou aquele ponto de vista ou veículo de comunicação.

O texto deste post é, como já disse mais acima, apenas um exercício de reflexão sobre o quanto estamos retroagindo no tempo, ao mesmo tempo em que nos imaginamos os mais sábios e inteligentes do universo digital – este terreno minado de egos e ódios, temporariamente protegido pelo frágil e inconsistente insulfilm opinativo. Pense nisso você também. A semana só está começando. Aceita, brazeeel!

Muita preguiça, gente…