Alexandre Estevanato dirige a atriz Nicete Bruno, durante gravação em Uchôa. (Fotos: Divulgação)

Alexandre Estevanato dirige a atriz Nicete Bruno, durante gravação em Uchôa. (Fotos: Divulgação)

O cineasta rio-pretense Alexandre Estevanato, um dos mais autorais de sua geração, lança neste sábado (18), no Café da Colônia, em Uchôa, às 19h, seu novo curta-metragem denominado “Luiz”.

Com a atriz Nicete Bruno como protagonista, o curta tem direção de Estevanato, roteiro de Cintia Sumitani, e elenco majoritariamente composto por atores da região, como Gabriel Freire (Luiz), Rafael Santos (Luiz), Marcelo Matos (Luiz Alberto) e Luciana Curtiss (Silvia).

“Luiz” também tem lançamento previsto na Unilago (União das Faculdades dos Grandes Lagos), no dia 24 de março, às 19h30, e em Fernandópolis, no dia 6 de abril, também às 19h30.

No set de filmagens no Café da Colônia, em Uchôa, ao lado de Rio Preto.

No set de filmagens no Café da Colônia, em Uchôa, ao lado de Rio Preto.

“A duração do filme é de aproximadamente 15 minutos. Faremos uma exibição ao ar livre, inspirada nos charmosos drive-ins de anos atrás”, afirma Estevanato, que além de diretor é professor no curso de Comunicação Social, da Unilago.

Em linhas gerais, “Luiz” narra a história de uma típica família de classe média dos anos 1990, cujo filho (Luiz) de nove anos tem um amigo imaginário com o mesmo nome. “Durante a trama, a avó Laura (Nicette Bruno) fica doente e a família vai visitá-la. O menino, que não é levado muito a sério pelos pais por conta de sua amizade imaginária, percebe que a avó o compreende melhor, ajudando-o a resgatar sentimentos familiares e outras descobertas”, resume Cintia.

Nicete na janela: tipo aquela nossa avó querida mesmo, sente...

Nicete na janela: tipo aquela nossa avó querida mesmo, sente…

Ainda de acordo com a roteirista, a ideia é de que nos próximos dois anos o curta-metragem percorra o Brasil e o mundo levando essa mensagem espiritualista para inúmeras plateias.

Sem verba

O orçamento inicial para o curta “Luiz” era de R$ 25 mil, mas a equipe não conseguiu nenhum tipo de patrocínio empresarial e nem de leis de incentivo à cultura.

“Diante dessa realidade, agravada pelas turbulências econômicas e até políticas no país, reduzimos esse valor para R$ 10 mil e bancamos, eu e minha mulher (Cintia). Contamos com o apoio de vários parceiros que ajudaram na produção geral, com alguns serviços como alimentação, locação e hospedagem”, disse Estevanato, ressaltando que o processo de criação do curta-metragem durou cerca de um ano. Sim, é dura a vida do trapezista sem patrocínio…

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