Gira e aceita, brazeeel!

E as ‘festas da firma’ – também conhecidas como confraternizações de fim de ano – seguem enchendo o caneco de boas histórias e piadas prontas. Pode reparar. Desde o início de dezembro só se vê foto de chefe plantando bananeira nas redes sociais, secretárias serelepes dançando pole dance e bodes expiatórios armazenando tudo para a posteridade. Eu racho!

A bordo dessa gente faceira e destemida, o blog emula nesta quarta (14) algumas dicas de behaving (podia escrever ‘comportamento’, mas o estagiário achou mais chique o termo em inglês). Não se trata de bronca social, muito pelo contrário, até porque as imagens que emergem desses eventos são excelentes diuréticos visuais. A proposta, neste post, vai mais embaixo: ajudar o participante a não escorregar na linguiça do churrasco. Ui! Leia tudo e cole no mural da firma. Vai que…

Tô até tremendo, mas vamos lá…

Do visual

Não pense que chefe pode tudo só porque é chefe. Na festa da firma, por exemplo, evite a bermuda cáqui com elástico na cintura e o chinelo Ryder de couro. Regata com as axilas peludas à mostra, então, é ‘pacabá com o pequi de Goiás’ – como diz o velho poeta de Anápolis. No Facebook, tarde dessas de sábado, um chefe me solta foto semelhante com a legenda: “Quem manda sou eu!” Certeza que chegou em casa e apanhou da esposa.

Desculpe, foi apenas um erro de coreografia…

Secretárias, estagiários, xerocadores adjuntos, moça da limpeza e demais secundários também devem tomar muito cuidado com o que vestir na festa da firma. Para a secretária gostosa, por exemplo, Berenice sugere menos pretensão e mais bom senso. Minissaia com body e salto alto? Só se você estiver devidamente em dia com o pessoal do RH.

Vestidinho de paetê pode?

Do comportamento

De dança das cadeiras ao jogo da garrafa, vale tudo. Só não vale homem com bode e mulher com bigode. Sim, também há fotos nessas circunstâncias disponíveis no tabuleiro da baiana virtual (ver Beckionário no final do post). Pausa dramática. Depois a pessoa não sabe por que vira objeto do desejo. Só que ao contrário. Desejo de matar um, dois, três…

Noixxxx…

Outro que pensa que festa de firma é bagunça é o office-boy. Tipo malandrão, é o primeiro a chegar e o último a sair. Para se vingar do exercício de escravidão a que é submetido diariamente, fica pedindo o tempo todo para que encham seu copo e seu prato: “Só carne, por favor, a farofa ‘cê’ deixa pro chefe”, orienta.

Valeu, tia!

Tem o office-boy-magia também, aquele que toda secretária serelepe já pegou – ou vai pegar. Esse tipo é mais ‘sussa’: vai pra festa da firma só pra dar um “oi geral”. Afinal, ele tem que bater uma bolinha com os manos pra manter a panturrilha em dia com as pretensões alheias. Ou seja: pensa que tá pegando quando, na verdade, é o acompanhamento da vez.

Ta falando de ‘noiz’, rapá?

Do discurso

Muita gente adora discursar na festa da firma, já reparou? É aquela coisa da bebida misturada com arroz de carreteiro misturado com hormônios descompensados misturados com a certeza de que você nasceu com o dom da oratória. Um drama. Se essa carapuça lhe caiu como luva, lembre-se: discurso muito longo só é bacana em aniversário de 100 anos, quando o protagonista precisa falar pausadamente e, se pá, por dois minutos, no máximo.

Tá bom, já vou parar…

Do contrário, encha o pote e vá conversar com a estátua que ornamenta a fonte de pedra do lado da piscina da chácara alugada para fazer a festa da firma. É dura a vida do trapezista terapeuta comportametal…

Beckionário
Tabuleiro da baiana virtual – Você quis dizer “Facebook?”

Gracinha, gente!